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- Atualizado em 04/01/21 às 10h28

Vilas-Boas critica tentativa de compra de vacina por clínicas particulares: “Não é correto”

Associação de clínicas particulares negocia com laboratório da Índia para obter imunizante

Foto: Divulgação/Secom

Redação VN
redacao@varelanoticias.com.br

O secretário de Saúde Fábio Vilas-Boas criticou a intenção da Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC) em comprar vacinas para distribuir na rede saúde privada. A associação informou neste domingo (3) que negocia com um laboratório da Índia a aquisição do imunizante Coaxim, fabricado pela farmacêutica Bharat Biotech.

Para Vilas-Boas, a atitude do setor privado é “inócua”, porque, segundo ele, os fabricantes estão interessados em vender a vacina para governos e não empresas. “Isso não é correto, essa ação da Associação das Clínicas particulares é inócua, não vai resultar em nada”, disse Vilas-Boas em entrevista para a Rede Bahia na manhã de hoje (4).

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“Existe uma determinação muito firme do Governo de não permitir comercialização privada de vacina no país enquanto a população toda não for vacinada. Não é porque a pessoa tem R$ 2, R$ 3 mil para pagar numa vacina que ela vai passar na frente da outra pessoa. Existe uma medida provisória de R$ 20 bilhões que garante duas doses de vacina para cada um dos brasileiros. Não é por falta de dinheiro que rico ou pobre vai deixar de ser vacinado no Brasil. Não se vai permitir passar na frente porque a pessoa tem dinheiro pra pagar”, acrescentou.

A vacina indiana está na fase três de testes e teve seu uso emergencial aprovado ontem. Para o G1, o presidente da ABCVAC, Geraldo Barbosa, estimou que o resultado da terceira fase de testes saia ainda em janeiro. Se a previsão se confirmar, ele acredita que o laboratório deve entrar em fevereiro com pedido de registro definitivo na Anvisa e com isso, o imunizante pode estar disponível nas clínicas particulares brasileiras a partir da segunda quinzena de março.



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