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- Atualizado em 02/12/20 às 15h15

Sputnik V: vacina da Covid-19 negociada pelo governo da Bahia começa a ser aplicada

Fundo Soberano da Rússia (RDIF) e o Governo da Bahia assinaram um acordo de cooperação para o fornecimento de até 50 milhões de doses da vacina .

Chayenne Guerreiro
redacao@varelanoticias.com.br

O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou nesta quarta-feira (02) que as autoridades comecem a vacinação em massa contra a COVID-19 na população russa. Outros países devem começar o processo logo depois.

A Sputnik V foi a segunda vacina contra a Covid-19 a apresentar resultados preliminares na fase 3 de testes. Apesar das polêmicas iniciais relacionadas à vacina do instituto russo, como o registro antes mesmo de iniciar a última fase de testes, as etapas iniciais tiveram sua segurança confirmadas por um estudo técnico publicado na revista “The Lancet”.

A Hungria, que recebeu algumas doses da vacina russa, testará o medicamento e, se for seguro e eficaz, as empresas vão produzir em grande escala no próximo ano.

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Em setembro, o Fundo Soberano da Rússia (RDIF) e o Governo da Bahia assinaram um acordo de cooperação para o fornecimento de até 50 milhões de doses da vacina russa Sputnik V, a primeira contra coronavírus registrada no mundo. O acordo permitirá que a Bahia, por meio da Bahiafarma, comercialize a vacina em território brasileiro, com a possibilidade de entrega ainda em 2020, desde que aprovada pelos órgãos reguladores do Brasil.

De acordo com o secretário da Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, “a vacina está sendo testada em cerca de 40 mil pessoas em todo o mundo, se mostrando segura e eficaz até o momento. Ministrada em duas doses, ela utiliza a plataforma de adenovírus humano, que é conhecida e estudada há décadas. Outras vacinas em estágio de pesquisa utilizam adenovírus de macaco ou mRNA, o que significa que seus efeitos e reações adversas precisam ser estudados por mais tempo”, afirma Vilas-Boas.

O adenovírus humano é uma plataforma para o desenvolvimento de vacinas que tem se mostrado segura ao longo de décadas, incluindo 75 publicações científicas internacionais e mais de 250 ensaios clínicos.

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