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- Atualizado em 08/01/21 às 11h15

Salvador registra primeiro caso de reinfecção da mesma mutação da Covid-19

Primeiro caso de reinfecção no Brasil com uma mutação do coronavírus encontrada inicialmente na África do Sul

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Foto: Secom/Divulgação/Ilustrativa

Redação VN
redacao@varelanoticias.com.br

Cientistas identificaram em Salvador o primeiro caso de reinfecção no Brasil com uma mutação do coronavírus encontrada inicialmente na África do Sul. Essas informações são do jornal O Globo.

A linhagem com a mutação da Bahia é a mesma idenfiticada pela primeira vez no estado do Rio de Janeiro, em dezembro. No entanto, a linhagem brasileira e a sul-africana são diferentes, mas compartilham a mutação E484K.

Essa mutação provoca preocupação mundial porque atinge uma região crucial do coronavírus podendo tornar o vírus mais transmissível. Além disso, ela também afeta a região do vírus alvo da maioria das vacinas. Uma outra mutação da linhagem encontrada no Reino Unido e que já se espalhou por mais de 30 países, atinge a mesma região da Covid-19.

Liderado por Bruno Solano, do Instituto D’Or de Ensino e Pesquisa (IDOR) e do Hospital São Rafael, em Salvador, o estudo foi submetido à revista Lancet e a descoberta já foi comunicada ao Ministério da Saúde e às autoridades de saúde da Bahia.

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“Esse tipo de estudo é essencial para compreender a propagação da pandemia e identificar a tempo mudanças no vírus que possam ter impacto na transmissão e nas vacinas”. destaca Solano.

A mutação altera o chamado RDB, o ponto em que o Sars-CoV-2 se liga às células humanas. O RDB é a região mais crítica da proteína mais importante do coronavírus, a espícula ou S, alvo da maioria das vacinas e dos anticorpos neutralizantes produzidos pelo sistema imunológico. Como é o ponto de ligação entre o vírus e as células, o RDB é atacado pelos anticorpos.

Porém, a mutação confere ao vírus o que os cientistas chamam de mecanismo de escape. Ou seja, as mudanças genéticas fazem com que os anticorpos percam a especificidade contra o RDB, pois ele já não é mais o mesmo. Sendo assim, deixam de “neutralizar” o vírus e o Sars-CoV-2 pode “espacar” e as chances de infectar uma pessoa aumenta.

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