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- Atualizado em 13/01/21 às 15h06

Rui critica projeto de lista triplíce para gestão das polícias: “Intromissão indevida”

Proposta prevê mudança na escolha dos chefes das polícias civis e militares

Fotos: Fernando Vivas/ GOVBA

Anderson Ramos
redacao@varelanoticias.com.br

Durante coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (13), na Vila Militar dos Dendezeiros para a posse do novo comandante-geral da PM, Paulo Coutinho, o governador Rui Costa criticou os projetos de lei que tramitam no Congresso e pretendem mudar a gestão das policias civis e militares.

Uma das propostas torna possível a nomeação do comandante-geral da PM através de uma lista tríplice indicada pelos oficiais. Outra mudança seria o tempo de mandato de dois anos para o comando-geral da PM e delegado-geral da Polícia Civil. Além disso, os nomeados para as funções só poderão ser exonerados com uma justificativa do governador, que deverá ser enviada para a Assembleia Legislativa e obter a maioria dos votos.

“É uma intromissão indevida, indesejada, que não existe em nenhum lugar do planeta”, disse Rui. “Precisamos que o Senado e a Câmara continuem tendo posições serenas, equilibradas, de manter respeito pelas instituições e pelo pacto federativo, para que iniciativas desastrosas não sejam levadas adiante como essas que buscam interferir na gestão das polícias civil e militares nos estados”, complementou, já indicando que as presidências das Casas devam ser ocupados por nomes contrários as posições do governo

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Os textos foram obtidos pelo jornal Estadão e tem como intuito dar mais autonomia às policias e blindar as corporações de interesses políticos. De acordo com a publicação, o proejto é do interesse do Governo Federal, que já teria até participado do projeto com sugestões.

Os críticos dizem que a proposta está alinhada ideologicamente com o governo Bolsonaro e que, caso aprovada, trará um nível de automia excessiva às polícias tiraria o controle dos governadores sobre elas.



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