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- Atualizado em 14/09/20 às 10h30

Policial militar e ex-fuzileiro são supostamente mortos por outros dois PMs integrantes de milícia

De acordo com informações, guarnição foi ao local, mas se recusou a socorrer vítimas

Foto: Reprodução

Redação VN
redacao@varelanoticias.com

Um policial militar e um ex-fuzileiro foram assassinados na sexta-feira (11), em Barra de Jacuípe, localizado em Camaçari. A suspeita é de que outros dois PMs foram responsáveis pelas mortes.

Identificado como Cleverson Santos Ribeiro, o ex-fuzileiro naval e Ítalo de Andrade, de 27 anos, policial lotado na 14ª CIPM, morreram após serem baleados durante uma emboscada planejada por dois policiais, autores do crime, suspeitos de comandarem uma milícia que atua na região de Abrantes, Arembepe, Simões Filho, Monte Gordo e Jacuípe.

De acordo com informações, o policial acompanhou Cleverson para visitar um terreno que o amigo de infância havia adquirido. Junto com eles, estava um primo e amigo dos dois.

O antigo vendedor do imóvel entrou em contato com um dos três e informou que uma milícia havia invadido o local e que, agora, a propriedade era habitada por um dos criminosos. Chegando ao local, o trio foi recebido pelo invasor, que afirmou que já estava pagando o aluguel da residência.

Segundo informações, enquanto o trio estava na casa, o criminoso realizou uma ligação e, minutos depois, um grupo de seis homens entraram no imóvel, sendo dois deles, agentes da PM, armados.

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Andrade teria se identificado, para o grupo, como policial e foi questionado se estava armado. Ao responder que sim, os dois PMs iniciaram uma série de disparos contra ele e Cleverson. Ainda vivos, os dois foram arrastados pela casa.

Foto: Reprodução

Como informado ao VN, cerca de 10 minutos após os disparos, uma guarnição chegou ao local, ainda com os autores do crime presentes, mas Andrade e o ex-fuzileiro não foram socorridos e os autores do assassinato não foram presos.

De acordo com uma testemunha do crime, um dos policiais da guarnição identificou Andrade como PM e teria dito que se “já fez a merda, agora finaliza”.

Os autores do crime iniciaram, então, um processo de “maquiagem” do cenário do crime. A identidade funcional de Andrade foi colocada em seu carro, para que fosse alegado que o homem estava sem identificação, os cadeados do imóvel foram cortados e as portas danificadas. Além disso, correntes de ouro e celulares das vítimas foram furtados, mas a arma do policial não foi roubada.

Foto: Reprodução

Ítalo de Andrade, foi enterrado no domingo (13), no cemitério Bosque da Paz, em Salvador. Uma carreata foi realizada, na Avenida Paralela, em homenagem ao policial militar.

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