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- Atualizado em 15/09/20 às 12h33

Padre critica Ana Paula Valadão após comentário sobre LGBTs: “Burrice e preconceito”

Pastora associou homossexualidade com o pecado e o surgimento da Aids

(Fotos: reprodução/TV)

Redação VN
redacao@varelanoticias.com.br

O padre Juarez de Castro disparou contra a pastora Ana Paula Valadão, após ela associar a homossexualidade com o pecado e o surgimento da Aids. Na segunda-feira (14), o padre criticou a também líder religiosa durante o programa “Bendita Hora”, da Rede Viva.

“Você acredita nisso, que nós escutamos uma pessoa falar isso? Você acredita que uma pessoa, que se diz líder religiosa, falar que a Aids é culpa dos homossexuais? Isso é burrice misturada com preconceito! Burra, sim!”, afirmou. 

“Bastaria qualquer pesquisa científica que ela veria que não existe nenhuma relação da homossexualidade com a Aids. Afastando as pessoas e levando elas a considerarem um outro como se fossem doentes e pecadoras. Preconceito! Talvez seja essa doença que precisamos combater! Porque o preconceito é uma doença mais feia, mais horrível do que a própria Aids”, finalizou.

A declaração de Ana Paula Valadão, dita no último sábado (12), virou alvo de críticas nas redes sociais após ela afirmar que a homossexualidade era anormal. De acordo com ela, a chegada da Aids mostrava que a união sexual entre dois homens era responsável por causar este tipo de enfermidade e ainda contaminava as mulheres. A fala foi dita durante o programa Diante do Trono, na Rede Super.

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“Muita gente acha que isso [homossexualidade] é normal. Isso não é normal. Deus criou o homem e a mulher e é assim que nós cremos. Qualquer outra opção sexual é uma escolha do livre arbítrio do ser humano. E qualquer escolha leva a consequências. A Bíblia chama de qualquer opção contrária ao que Deus determinou, de pecado. E o pecado tem uma consequência que é a morte”, afirmou. 

Apesar da declaração da pastora, um estudo divulgado pelo Boletim Epidemiológico de HIV/AIDS do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, em 2019, mostrou que a maioria dos brasileiros infectados pelo HIV são heterossexuais.

Conforme o estudo, 57,74% da população que convive com a doença se relaciona com pessoas do sexo oposto. Entre 2007 e 2019, foi contabilizado que 105.014 das pessoas que contraíram o vírus no sexo são homens que se relacionam com outros homens, enquanto 143.506 são heterossexuais.



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