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- Atualizado em 25/01/21 às 16h02

ONU defende que licenças para produção de vacinas sejam dadas ao Brasil e Índia

Organização das Nações Unidas (ONU) pede que seja acelarada a distribuição do imunizante aos países mais pobre

(Foto: Valter Pontes / Secom)

Redação VN
redacao@varelanoticias.com.br

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, pede que empresas farmacêuticas concedam licenças para que laboratórios no Brasil e na Índia possam produzir as vacinas contra o novo coronavírus (Covid-19) e acelerar a distribuição do imunizante aos países mais pobres. 

De acordo com o UOL, o chefe da diplomacia das Nações Unidas fez questão de insistir, durante o Fórum Econômico Mundial, que ocorre neste ano em um formato virtual, na necessidade de que as vacinas não fiquem apenas nos países rico

No entanto, ele alerta que, enquanto a produção e a distribuição estão concentradas nos países mais ricos, a realidade é que laboratórios com ampla capacidade e tecnologia hoje não podem produzir por não terem o direito. Para que isso ocorra, patentes teriam de ser quebradas, ou acordos estabelecidos para permitir que essas vacinas sejam fabricadas em diferentes partes do mundo. Segundo Guterres, países como o Brasil ou a Índia têm uma “enorme capacidade” de produção de vacinas.

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Nesta segunda-feira (25), fabricantes de vacinas registraram as patentes dos imunizantes e, apesar da pressão de países em desenvolvimento, indicaram que não estavam dispostos a abrir mão dessa propriedade intelectual. O resultado, porém, é que laboratórios pelo mundo ficaram impedidos de produzir versões genéricas desses imunizantes. 

“Precisamos de vacinas para todos”, disse o chefe da ONU. “Em um tempo recorde, a ciência produziu vacinas. Mas o desafio é fazer uma maior distribuição agora da vacina”, alertou. Ele pontuou ainda que “essa será a forma mais rápida para reabrir a economia mundial”.

Guterres continuou: “Mas essas vacinas chegam rapidamente aos países ricos, e nada aos pobres”. “Se eles (países ricos) acham que vão estar seguros, estão enganados”, alertou. 



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