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- Atualizado em 27/06/20 às 14h03

Novo ministro da Educação teria cometido plágio em mais de 10% de sua dissertação de mestrado na FGV

Decotelli já foi desmentido por reitor de universidade argentina

Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

Redação VN
redacao@varelanoticias.com.br

O novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, teria plagiado boa parte dos trechos presentes em sua dissertação de mestrado apresentado para a Fundação Getúlio Vargas. A dissertação possui partes exatamente iguais à um relatório da CVM e a fonte do texto original não foi citada na dissertação, o que indica plágio.

Uma comparação entre os dois textos foi feita pelo professor Thomas Conti, que divulgou no Twitter o suposto plágio praticado pelo ministro. O parecer do CVM é sobre o Banrisul, foco do assunto da dissertação de Decotelli, Banrisul: do Proes ao IPO Com Governança Corporativa. Ambos foram feitos em 2008.

Conti utilizou um software usado para descobrir se há plágios em textos. Foi descoberto que a dissertação de Decotelli possui 12.6% de plágio, resultando em cerca de 2.400 palavras plagiadas.

Uma das partes que foi destacada na publicação está na página 27 do relatório da CVM, onde diz: “[a] abrangência dos pontos de atendimento e a ampla base de clientes são vantagens agregadas a um diferencial exclusivo: o Banricompras, o maior cartão de marca própria do Brasil”.

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No mestrado de Decotelli, há apenas uma palavra diferente na frase: “[a] abrangência dos pontos de atendimento e a ampla base de clientes são vantagens agregadas a um diferencial exclusivo: o Banricompras, o maior cartão de marca própria da América Latina”.

Além de trechos copiados do CVM, a dissertação do ministro possui também trechos iguais aos do artigo Mudança e estratégia nas organizações: perspectivas cognitiva e institucional, publicado no livro Administração contemporânea: perspectivas estratégicas em 1999.

Essa não é a primeira vez que o novo ministro da Educação, que assumiu o cargo há dois dias, se envolve em polêmica. Na noite de sexta-feira (26), o reitor da Universidade Nacional de Rosario, Franco Bartolacci, afirmou que Decotelli não concluiu o doutorado em Administração pela instituição argentina, porém, no currículo de Carlos Alberto constava que ele teve sua tese aprovada.

Após a repercussão do caso, Decotelli alterou o currículo disponível na plataforma Lattes do Conselho de Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), onde o currículo do ministro está disponível. O campo “Título” foi preenchido com “Créditos concluídos”. E, no campo “Orientador”, passou a ser listado: “Sem defesa de tese”.



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