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- Atualizado em 16/09/20 às 10h52

MP pede que Flordelis seja afastada e use tornozeleira eletrônica

Em solicitação, promotor argumenta que liberdade da deputada causa “severa intranquilidade” à testemunhas

Foto: Fernando Frazão | Agência Brasil

Redação VN
redacao@varelanoticias.com.br

O promotor Carlos Gustavo Coelho solicitou, na última sexta-feira (11), que a 3ª Vara Criminal de Niterói afaste a deputada federal Flordelis de seu cargo e ainda pediu que ela seja monitorada por tornozeleira eletrônica, sendo obrigada a cumprir recolhimento domiciliar noturno. Até o momento, porém, não houve decisão judicial. A pastora é acusada de ser mandante da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo. As informações são do jornal Extra.

Os requerimentos já tinham sido feitos pelo MP quando houve o oferecimento da denúncia contra a deputada, mas acabaram sendo negados pela juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, que permitiu apenas a adoção de algumas medidas cautelares, como a proibição de mudar de endereço e de ter contato com testemunhas e réus do processo. Flordelis ainda não foi presa graças à sua imunidade parlamentar.

Apesar de negar os requerimentos, as solicitações foram novamente feitas, argumentando ter novos fatos sobre o caso. Um deles, é o temor de uma das principais testemunhas do processo, Regiane Rabello. Segundo ela, na madrugada do dia 4 de setembro, uma bomba caseira foi jogada no quintal de sua casa após ela dar depoimento denunciando Flordelis e outras pessoas envolvidas na morte do pastor.

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Regiane informou ao MP que se sente insegura com a liberdade de Flordelis e com a possibilidade da liberdade de um dos filhos biológicos da pastora, Adriano dos Santos, que já chegou a intimidá-la em certa ocasião. De acordo com a testemunha, o homem “usa do dinheiro e poder de Flordelis decorrentes do mandato parlamentar”.

“A liberdade plena da ré Flordelis, somada ao exercício de posição de poder estatal e à incerteza e impossibilidade de se rastrear seu paradeiro – diretamente decorrentes do indeferimento das medidas cautelares requeridas – causam severa intranquilidade não apenas na testemunha que diretamente sofreu o atentado, como também em todas as demais testemunhas e nos corréus, atrapalhando sobremodo o andamento do feito e a instrução criminal”, disse o promotor em sua solicitação.

“Por outro lado, a situação de embaraço à instrução e trâmite do feito é agravada pela disponibilização do aparato estatal para a ré, em decorrência da destacada posição de poder em que se encontra, diante do exercício do mandato eletivo de Parlamentar Federal”, completou.

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