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- Atualizado em 09/07/20 às 08h15

Facebook aponta ligação de assessor de Bolsonaro com esquema de contas falsas

Perfis falsos foram criados para atacar opositores do governo Bolsonaro e disseminar fake news

Foto: Reprodução / Facebook

Redação VN
redacao@varelanoticias.com.br

Um levantamento do Laboratório Forense Digital do Atlantic Council junto com o Facebook apontou uma ligação entre Tércio Arnaud Tomaz, assessor especial do presidente Jair Bolsonaro, com esquema de contas falsas banidas pela rede social nesta quarta-feira (8). As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

No esquema de ‘fakes’, Tércio teria atacado os opositores de Bolsonaro como, por exemplo, o ex-ministro Sergio Moro, na época em que saiu do governo, além de outros políticos. O assessor do presindente também estaria divulgando e compartilhando informações falsas sobre o coronavírus.

Ainda segundo o jornal, além de Tomaz, outros cinco ex e atuais assessores ligados a Bolsonaro foram apontados como responsáveis por contas que disseminam fake news, incluindo um funcionário do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

A ligação entre os funcionários do governo Bolsonaro e as contas falsas não foi por acaso. O levantamento teve acesso à identidades e nomes dos donos dos perfis, e muitos dos posts eram feitos em horário de expediente. Segundo pesquisadores que tiveram acesso aos dados do Facebook em parceria com o Instagram, a conta @bolsonaronewsss foi registrada por Tércio.

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De acordo com o relatório, os donos das contas criavam perfis jornalísticos para escaparem de uma possível punição pelo compartilhamento de notícias falsas. Já outros perfis eram usados como se fossem pessoas sem qualquer ligação com o jornalismo para criticar os opositores do governo bolsonarista.

Recentemente, as contas atacaram o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso, além de disseminarem a visão de que a Covid-19 não era uma “ameaça séria”.

Tércio trabalhou no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e hoje é o assessor especial do presindente Jair Bolsonaro (sem partido). Ele é apontado como líder do “Gabinete do Ódio”, estrutura do Palácio do Planalto famosa por disseminar mensagens de difamação.



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