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- Atualizado em 09/09/20 às 14h26

Empresário do ‘É o Tchan’ torce por vacina para realização do Carnaval em 2021; confira entrevista

Milton Meneses avalia o cenário atual e diz que o momento é de incertezas

Foto: Divulgação

Antônia Fernanda
redacao@varelanoticias.com.br

A indústria do entretenimento sofreu um grande impacto com a pandemia do novo coronavírus. Shows foram cancelados, eventos desmarcados, cinemas vazios, parques e clubes fechados. Apesar disso, os artistas se reinventaram e viram nas lives e shows drive-in uma forma de driblar a crise.

Em entrevista ao Varela Notícias, Milton Meneses, produtor de eventos e empresário do grupo É o Tchan, falou sobre o assunto. Milton avalia o cenário atual e diz que o momento é de incertezas.

“É um momento crítico que nenhum de nós esperava passar, né? Essa crise, como a pandemia chegou até nós. Nós que vivemos de música, entretenimento, ainda não sabemos para que rumo vai o nosso mercado, porque esse futuro ainda é muito duvidoso. Na realidade, a gente ainda não tem nenhuma orientação técnica de quando e nem de como vamos voltar. A expectativa ainda é incerta”, disse.

O empresário ainda conta que todos os eventos e projetos do grupo baiano que estavam programados para este ano foram adiados ou cancelados. Como por exemplo, a turnê “Mundo Tchan”, em comemoração aos 25 anos de carreira da banda.

“Fechamos uma parceria com grandes empresários do entretenimento do Brasil inteiro para rodar o país com essa turnê. Antes mesmo do Carnaval, já tínhamos 14 capitais confirmadas para receber este evento temático. Infelizmente tivemos que adiar e vamos repensar nele para o próximo ano. Não descartamos a realização, porque o É o Tchan tem essa característica de continuar vivo, mas claro que tudo só acontecerá de acordo com os protocolos de segurança, respeitando as decisões das autoridades diante da pandemia”.

Após adiamento, o projeto sofrerá mundanças. “Não acredito que venha com o mesmo viés dos 25 anos, pois já passou, mas vamos manter a mesma temática da turnê, certamente. Quando as coisas normalizarem, vamos sentar para rediscutir nome, viabilidade para o próximo verão e todos os demais detalhes”, revela Milton.

Foto: Divulgação

Show Drive-in

Com o cancelamento de qualquer atividade que possa gerar aglomeração e desrespeitar ao distaciamento social, os shows em formato drive-in se tornaram uma realidade para os brasileiros. Longe, ou melhor, distante do público, o grupo baiano se apresentará no próximo dia 19 de setembro no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.

“Particularmente, a gente está acostumado a tocar e fazer shows para multidões. Então é inovador. A nossa expectativa, dentro do que está acordado com os empresários do evento, são de 600 veículos”, avalia Milton. Completa: “É muito diferente, tenho certeza que os próprios artistas vão sentir isso, pelo costume de estarem nos palcos e sentirem o calor do público, e agora esse contato não poderá acontecer. Mas estamos com a expectativa muito boa dessa experiência funcionar e ser um diferencial para darmos continuidade ao trabalho”.

Verão 2021

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O verão na capital baiana é a época mais esperada pelos soterapolitanos. O período é palco para diversos eventos tradicionais, como por exemplo o carnaval, maior festa de rua do planeta. Projetos relacionados ao verão também foram afetados com o adiamento da folia popular.

“A expectativa que temos do Carnaval é muito diferente da que tínhamos no ano passado, é claro. A esta altura, em setembro, já estávamos com a agenda do período praticamente toda fechada e sempre com dois shows por dia. Agora nós estamos com algumas reservas, com alguns shows que já foram fechados logo após o Carnaval deste ano, mas é muito difícil realizamos todos os projetos do verão”.

“Acho muito difícil acontecer, a gente não sabe qual será a realidade daqui para janeiro. Estamos na torcida para que a situação da pandemia se normalize e que se encontre uma vacina efetiva para que, com a autorização e protocolos definidos pelas autoridades, possamos fazer a folia em 2021”, conta gestor da banda.

(Milton Meneses/Foto: Reprodução)

Lives

Apesar das transmissões ao vivo estarem em alta, e auxiliar financeiramente diversos artistas, se realizadas de forma independente, pode não trazer uma retorno comercial significativo. Normalmente as lives são patrocinadas por grande marcas.

“As lives que estamos buscando são justamente por contratos. Nós somos contratados para fazer, não realizamos nenhuma exclusiva nossa. É porque na realidade não tem base, os patrocinadores não vem buscando esse tipo de serviço – é uma vez ou outra que aparece”. Mas o produtor ressalta que continuam “negociando propostas para lives com a banda” e que esta modalidade é “muito importante, pois mantém o nome [do grupo] vivo”.

Desta forma, os cantores Beto Jamaica e Compadre Washington também realizam projetos individuais. Beto promove lives através do ‘Movimento do Beto’, e Washington faz participações em apresentações de outros artistas.

Vacina da Covid-19

Sem uma vacina para conter a proliferação do novo coronavírus, Milton defende a proibição de shows neste período. “Essa paralisação é algo que deixa a gente preocupado, porque não temos a certeza dessa vacina, se realmente vai acontecer e ter eficácia em todo mundo. Mas era o que precisava ser feito. Não houve opção”.

O empresário ainda ressalta que, assim que a vacina estiver disponível para o público, os shows devem retornar de imediato. “A gente é a favor de que as coisas voltem ao normal, porque essa aglomeração é o meio de trabalho de nós que vivemos do entretenimento. Mas também não podemos ser irresponsáveis de fazer nenhum tipo de evento que cause danos à saúde pública e ao próximo. Claro, que se a vacina comprovar que tem eficácia, a gente vai querer que volte logo”, explica empresário.



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