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- Atualizado em 11/05/13 às 15h15

Empresa responsabiliza obra em estádio por cheiro que intoxicou funcionários em Salvador

Muitos trabalhadores passaram mal e foram levados para hospitais e postos de saúde

A polícia abriu inquérito para investigar o que pode ter provocado a intoxicação de dezenas de funcionários da empresa de telemarketing Contax, em Salvador. Os peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) coletaram material na sexta-feira (10), que será analisado em laboratório. Fiscais da saúde do trabalhador notificaram a empresa. O expediente deste sábado (11) foi suspenso.

Foto: Egi Santana/G1 Bahia

Em placa, empresa responsabiliza obra na Arena por emissão de cheiro

“O sindicato solicitou, junto com as autoridades competentes, que pudessem ser canceladas as atividades e a nossa solicitação é que (a empresa) só volte a funcionar na segunda-feira (13)”, explicou o presidente do sindicato da categoria, Marcos Costa.

Mesmo depois das primeiras vistorias, ainda não é possível dizer o que pode ter provocado a emissão de gases que causaram mal-estar entre os funcionários. “Checamos do térreo até o último pavimento e constatamos que havia ainda resíduo de algum tipo de produto, que não sabemos identificar ainda”, disse Júlio Nascimento, tenente do Corpo de Bombeiros.

Mas, no entanto, a Contax divulgou nota informando que “não há vazamento de gás ou de qualquer outro produto no prédio da empresa” e responsabiliza a obra da Arena Fonte NOva pelo forte cheiro que intoxicou dezenas de funcionários.

“O odor sentido pelos colaboradores foi provocado por fatores externos”, diz o comunicado.

Ainda segundo a nota, o produto Emulsão CN30 foi aplicado para “asfaltamento do estacionamento da Arena Fonte Nova, estádio que se localiza em frente ao edifício da empresa”.

Segundo a  geóloga Claudia Cruz, os produtos químicos utilizados no asfalto são tóxicos quando exalados sem a proteção de máscaras. “Ele é composto de hidrocabornetos, de compostos aromáticos, de metais pesados e, se espalhando, aí você tem a contaminação da população”, explicou.

Por outro lado, a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), responsável pela obra na Arena Fonte Nova, informou que realiza uma intervenção “simples” de pavimentação e que são utilizados “produtos comuns”.

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A Companhia afirma que “nenhum operário apresentou qualquer sintoma de intoxicação, mesmo aqueles que trabalham diretamente com os produtos” e que “não há informações sobre intoxicação de moradores, transeuntes ou mesmo de trabalhadores de outras empresas sediadas naquela região”. A Conder diz que aguarda laudo da perícia técnica realizado pelo Corpo de Bombeiros, para depois emitir um parecer final sobre o ocorrido.

Na quinta-feira (9), pelo menos 40 funcionários passaram mal e foram levados para hospitais e postos de saúde da região. Na sexta, uma mulher desmaiou e teve que ser carregada por colegas de trabalho.

 

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