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- Atualizado em 09/12/20 às 15h46

Donos de bar se defendem após serem acusados de homofobia por membro da Semur

Proprietários do estabelecimento entraram em contato com o Varela Notícias para prestar sua versão do fato

Foto: Reprodução Facebook

Luiz San Martin
redacao@varelanoticias.com.br

No último domingo (29) o Coordenador de Políticas e Promoção da Cidadania LGBT da Secretaria Municipal da Reparação (Semur), Vida Bruno, acusou o bar Cervantes, localizado no bairro do Campo Grande, de homofobia. Bruno é um homem trans.

De acordo com a versão contada por Bruno em matéria na TV Record, após ter uma convulsão motivada por uma crise alérgica depois de comer um marisco no empreendimento, o mesmo foi arrastado pelos donos do bar para fora do local, pois “ele não poderia morrer dentro do bar”.

Já do lado de fora, Bruno supostamente teria sofrido agressões por dois seguranças do estabelecimento. Ainda de acordo com o coordenador da Semur, os agressores puxaram sua camisa e deixaram seus seios à mostra, provando, para ele, que ele é um transgênero e motivando ainda mais a violência.

Ainda na matéria televisiva, Bruno afirma que em momento nenhum foi prestado socorro a sua pessoa. Em uma discussão sobre o caso nas redes sociais, Vida Bruno também afirmou que não houve a presença de uma unidade do Samu no local

Foto: Reprodução Instagram
Vídeo: Varela Notícias

A reportagem do tentou entrar em contato com Vida Bruno, mas o mesmo não atendeu as ligações e não respondeu as mensagens.

Em contato com o Varela Notícias, porém, Érica Mendoza Villaverde, filha de Benjamin Villaverde e Vera Mendoza, proprietários do bar, negaram as acusações, incluindo qualquer tipo de preconceito com Vida Bruno. Ainda de acordo com os donos do estabelecimento, eles levantam a suspeita de que o caso não passou de uma ‘atuação’ de Bruno para promover um evento da Parada Gay Virtual de Salvador, que aconteceu no último sábado (5).

A história contada pelos proprietários do estabelecimento é diferente da relatada por Bruno. De acordo com eles, o coordenador da Semur esteve no local, sozinho, e após consumir um prato de frutos do mar, começou a sofrer uma convulsão. Nesse momento, um casal de médicos que estava no local para fazer a retirada de um pedido prestou os primeiros socorros.

Durante o atendimento, Vera Mendoza (dona do bar) solicitou que o Samu enviasse uma ambulância ao local. O casal inclusive fez um documento assinado e com seus devidos CRMs explicando o que vivenciaram.

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No momento que ele parou de convulsionar, teria entrado em um surto esquizofrênico e começado a quebrar objetos do bar. Após a chegada da unidade do Samu, os médicos tentaram prestar socorro a Bruno e Benjamin Villaverde (dono do bar) tentou levá-lo até o veículo, porém o mesmo não teria permitido e começou a perambular pela região.

Algum tempo depois de ter ido embora, Bruno voltou ao local acompanhado da polícia e de outras pessoas, convocando os donos do empreendimento a comparecerem à delegacia para prestar depoimento.

De acordo com Érica, filha dos donos do Cervantes, as pessoas que presenciaram todo o ocorrido não sabiam que Vida Bruno é um homem trans, e a informação só foi obtida quando o casal dono do estabelecimento chegou na delegacia.

Algumas testemunhas que moram no local do caso ou que estavam presentes no dia e hora do acontecimento testemunharam a favor do bar.

Foto: Varela Notícias

O VN entrou em contato com a Polícia Militar para saber mais detalhes sobre o ocorrido. Confira a nota da PM:

Por volta das 13h de domingo (29), policiais militares do 18º BPM foram acionados pelo Cicom para averiguar ocorrência de vias de fato em um restaurante localizado na Gamboa, Centro Histórico.
No local, a guarnição encontrou duas pessoas no interior do estabelecimento, que relataram terem sido agredidos por funcionários do restaurante.
Os policiais militares conduziram todos os envolvidos para a Central de Flagrantes onde foram adotadas as medidas cabíveis
.”

O Varela Notícias também tentou contato com a Semur para saber se foi registrada por eles alguma notificação sobre o caso, mas até o momento de publicação desta matéria não tivemos resposta.

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