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- Atualizado em 22/12/20 às 13h01

“Covid se beneficia de aglomerações em qualquer estação”, explica infectologista

Um novo verão se inicia com a incidência do vírus e a população deve continuar atenta ao comportamento da Covid-19

Foto: Agência Brasil

Matheus Calmon
redacao@varelanoticias.com.br

Em dezembro de 2019 a China começou a registrar uma doença ainda misteriosa, que apresentou avanço constante. A Covid-19 foi disseminada, atravessou continentes e chegou ao Brasil no início do ano. O primeiro caso foi registrado em fevereiro e a expectativa era de que o vírus não conseguiria sobreviver no país por causa das altas temperaturas.

A tese logo foi derrubada pelo próprio vírus no Brasil. Agora, um novo verão se inicia e, desta vez, a população deve estar atenta ao comportamento da Covid-19. O médico infectologista Adriano Oliveira explica que o vírus pouco se importa com as estações do ano.

“O que interessa pro vírus é se existe aglomeração ou não. Isso acontece com qualquer vírus respiratório. No carnaval, o que tem é aglomeração. Por isso a gente tem uma epidemia de algum vírus respiratório logo depois. No inverno tem aglomeração. As pessoas se aglomeram por causa do frio ou da chuva. É por isso que há doença respiratória com mais frequencia”, pontua.

Com a iminente chegada de vacinas, Oliveira deixa claro que, por ser um vírus novo, será necessário manter os cuidados por algum tempo, mesmo após a aplicação das doses. Ele pontua ainda que, mesmo após a vacina, ainda há a possibilidade de contrair o vírus.

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“Nosso comportamento antes, durante e depois da vacina vai ter que ser de cautela. Tomou a vacina? Cautela. Quem adquiriu a doença pode adquirir. Quem tomar a vacina possivelmente poderá readquirir o vírus algum tempo depois. Quanto tempo depois ninguém sabe. É preciso cautela. Então, as máscaras, higiene das mãos e o distanciamento continuarão sendo necessários”.

Sobre os aprendizados que a humanidade teve após cerca de um ano de Covid-19, ele pontua que houve avanço, mas foi muito ínfimo diante o que realmente é necessário.

“O que a gente aprendeu sobre a Covid é muito pouco diante o que precisamos aprender. É uma doença nova, de um comportamento completamente diferente de outras doenças que a gente conhece. Mesmo outros vírus que causam pneumonia”, disse.

“A gente ainda tem muito a aprender. O que a gente aprendeu até agora é insuficiente para lidarmos com vírus. A gente aprendeu a diminuir um pouco mais a letalidade, é verdade, mas isso não é suficiente para a gente dizer que já dominou a situação. De jeito nenhum. Estamos muito longes disso. O vírus, com ou sem vacina, ainda vai dar muita dor de cabeça”, alerta o médico.

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