Home » Notícias » Mundo » Covid-19: Estudo indica que doença pode impactar no envelhecimento do cérebro
- Atualizado em 27/10/20 às 15h49

Covid-19: Estudo indica que doença pode impactar no envelhecimento do cérebro

Estudo envolveu a análise de resultados de 84.285 pessoas

(Foto: Reprodução)

Redação VN
redacao@varelanoticias.com

Pessoas que estão se recuperando da Covid-19 podem sofrer impacto de 10 anos no envelhecimento do cérebro. De acordo com pesquisadores do Imperial College de Londres, no Reino Unido, a doença pode prejudicar funções cerebrais e declínio mental. O alerta foi divulgado nesta terça-feira (27). 

O estudo envolveu a análise de resultados de 84.285 pessoas, sendo denominada Grande Exame da Inteligência Britânica. As conclusões foram divulgadas pelo site MedRxix, mas ainda têm de ser verificadas por outros estudiosos. A pesquisa foi coordenado pelo médico Adam Hampshire, do Imperial College de Londres. 

Além disso, ainda segundo a publicação, os exames cognitivos feitos pelos pesquisadores analisaram, por meio de exames cognitivos, de que forma o cérebro atua para a realização de tarefas, a exemplo de como lembrar palavras e unir pontos em um quebra-cabeça.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Conforme os resultados, a Covid-19 pode causar déficits cognitivos “de tamanho de efeito significativo”, principalmente em pessoas que tiveram de ser hospitalizadas. Esses impactos são “equivalentes ao declínio médio de 10 anos no desempenho global entre os 20 e os 70 anos”.

Em contrapartida, cientistas que não participaram diretamente do estudo analisam que os resultados precisam ser vistos com cautela, pois “a função cognitiva dos participantes não era conhecida antes da Covid, e os resultados tampouco refletem a recuperação de longo prazo, por isso quaisquer efeitos sobre a cognição podem ser de curto prazo”.

Além disso, a pesquisa possui voluntários que alegaram ter Covid-19, mas que não foram propriamente diagnosticados com a doença, aponta o professor de ciência imagética medicinal do University College de Londres, Derek Hill. 



COMENTÁRIOS
RELACIONADAS