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- Atualizado em 23/02/21 às 15h50

Coronavírus: Venda de antidepressivos durante a pandemia cresce 17% no Brasil

Ao todo, quase 100 milhões de caixas de medicamentos controlados foram vendidos no ano passado.

Foto: Divulgação G1

Redação VN
redacao@varelanoticias.com

A venda de remédios antidepressivos e estabilizadores de humor sofreram um aumento durante o ano de 2020. De acordo com a CNN, um levantamento do Conselho Nacional de Farmácias mostra que, ao todo, quase 100 milhões de caixas de medicamentos controlados foram vendidos no ano passado. 

Segundo o jornal, a compra resultou em um crescimento de 17% em comparação ao ano de 2019. Para o consultor do órgão, Wellington Barros, o aumento na venda dos remédios do segmento pode ser explicado pela existência de “uma tendência de que as pessoas considerem que vários aspectos da vida social podem ser tratados com medicamentos”.

Dentre os estados brasileiros, o Amazonas e o Ceará, que atualmente vivem uma crise na área da saúde, lideram o consumo dos remédios durante a pandemia, sendo registrada uma taxa de 29%, vindo na sequência Maranhão, (27%), Roraima (26%) e Pará (25%). 

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Especialistas apontam que outro fator que contribui para o aumento do consumo de medicamentos controlados para ansiedade pode ter ligação com o desenvolvido socioeconômico de cada região no país, sendo considerados como agravantes o desemprego, a ocorrência de mortes em decorrência do novo coronavírus e o confinamento durante a pandemia. 

Para o psiquiatra e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), Márcio Bernik, os dados encontrados já eram esperados, pois durante o período de quarentena, pacientes com sintomas depressivos e de ansiedade deixaram de procurar ajuda, fazendo com que apenas uma parte da população receba tratamento adequado. 

“Na literatura médica ao longo do ano de 2020, todos falavam de uma terceira onda de adoecimento como secundário à Covid-19. Seria o adoecimento mental secundário ao estresse imposto pelo isolamento social, pelo temor da morte de entes queridos, pela perda de renda, pela perda de perspectiva de emprego”, declara o pesquisador. 



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