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- Atualizado em 30/12/20 às 15h42

Com vacinação prevista para fevereiro, Carnaval ainda é dúvida para Bruno

Ministério da Saúde prevê que vacinação comece entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro

(Fotos: Divulgação / Varela Notícas)

Anderson Ramos e Edvaldo Sales
redacao@varelanoticias.com.br

O prefeito eleito em Salvador, Bruno Reis (DEM), e o futuro secretário de cultura e turismo, Fábio Mota, falaram sobre a possibilidade de realização do Carnaval em 2021. Durante a inauguração do corredor viário da primeira etapa do sistema BRT, que aconteceu na manhã desta quarta-feira (30), na Avenida Juracy Magalhães Júnior, ambos pontuaram a questão da imunização contra o novo coronavírus (Covid-19) após a previsão do governo federal de começar a vacinação até fevereiro.

“Nesse primeiro momento precisamos fortalecer os protocolos de segurança, se você não transmitir essa segurança para as pessoas, você não vai conseguir fazer nenhum tipo de evento em Salvador ou qualquer outro lugar do mundo”, enfatizou Mota. 

O próximo líder da pasta de cultura e turismo disse também que irá se reunir com Bruno para formalizar o calendário. “O maior vetor econômico da cidade está na cultura e no turismo, é onde se gera maior quantidade de empregos e também onde estão os maiores investimentos da cidade. Vamos nos debruçar a partir de segunda-feira e com essa visão conversar com o trade e com prefeito Bruno Reis no intuito de a gente fazer uma retomada para formalizar um calendário para o ano de 2021”. 

“Hoje o maior empecilho para eventos e área cultural é a falta da vacina. Se você tem a imunização, você pode retomar as atividades mais rápido, a vacina vai trazer de volta o calendário tanto de eventos quanto cultural da cidade”, completou Mota.

Assim como o secretário, Bruno Reis também pontuou a questão da imunização. “Se o governo federal tivesse apresentado um calendário de vacinação para completa imunização da população até junho de 2021, aí a gente já podia discutir, projetar, organizar o trade de entretenimento cultural e todos os atores envolvidos no carnaval e, assim, se programar para fazer a festa no segundo semestre, mas cadê a garantia da imunização?”, questiona Bruno.

“O governo está estimando iniciar no final de janeiro. Torço que sim, mas não estamos esperando só o governo federal, estamos fazendo a nossa parte aqui em um sacrifício orçamentário, conseguindo destinar R$ 80 milhões para as vacinas. Se você considerar uma vacina de duas doses, são seis milhões em Salvador”, continuou. 

“Torço para que a CoronaVac tenha maior eficácia possível, a Sptunik também. Não importa quem vai dar solução, se o governo do estado ou federal. O que importa é que ela tenha eficácia para imunizar as pessoas”, finalizou

Governo federal prevê que vacinação comece entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro

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O Ministério da Saúde afirmou hoje que pretende dar início ao processo de vacinação contra a Covid-19 no Brasil entre o final de janeiro e início de fevereiro. No entanto, a pasta salientou que é necessário que os fabricantes dos imunizantes obtenham o registro das vacinas Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial ou regular. 

O secretário-executivo, Élcio Franco, reforçou em coletiva que o Ministério planeja, “na melhor das hipóteses”, começar a vacinação em 20 de janeiro de 2021. Segundo ele, o prazo mais longo seria a partir de 10 de fevereiro.

A data depende de uma série de fatores, como autorizações pela Anvisa, logística e fornecimento das doses por parte dos fabricantes, completou o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros. 

“O Ministério da Saúde enquanto Ministério da Saúde tem feito a sua parte, fizemos o plano [nacional de imunização], estamos com a operacionalização pronta, nos preparando para esse grande dia, mas precisamos que os laboratórios solicitem o registro e que a vacina seja entregue para que possamos distribuir”, falou.

Franco ainda apontou que a pasta não seleciona uma vacina “A ou B” segundo o país de origem. “Todas elas com a garantia de segurança e eficácia nos interessam”, disse.

Ele ressaltou ainda que só por meio da imunização será possível um retorno às atividades com segurança e pregou a necessidade de esclarecimentos corretos sobre as vacinas e a vacinação para não amedrontar a população nem desmotivar os que trabalham nesse sentido. 

Até o momento, nenhum laboratório solicitou à Anvisa a autorização para o uso emergencial de vacinas no Brasil. 

O governo federal prevê serem necessárias 108 milhões de doses de vacina para os grupos prioritários. O Ministério da Saúde considera que o Brasil já “garantiu” o acesso a 300 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 por meio de acordo com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz)/AstraZeneca (100,4 milhões de doses até julho/2021 mais 30 milhões de doses por mês no segundo semestre); o consórcio Covax Facility (42,5 milhões de doses); e a empresa farmacêutica Pfizer (70 milhões de doses).



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